Quando tinha mais ou menos 11/12 anos, escolhi que queria ser arquiteta. Alimentei esse sonho por todos os anos seguintes no colégio. Fiz vestibular e passei! Mas não era arquitetura o que eu verdadeiramente queria e só vim descobrir isso muito tempo depois. Poderia dizer que perdi meu tempo, durante os anos em que estive cursando a federal, mas sei que não. Cada coisa que fazemos é um aprendizado, ainda que isso tenha conseqüências não exatamente iguais ao que desejamos.
Hoje eu estudo jornalismo, que foi outra escolhi que fiz. Desta vez, mais consciente, mais madura, mais certa de que isso tem a ver comigo. Posso mais na frente achar que não é tão assim quanto penso, mas HOJE, posso garantir que sou mais feliz assim. O curso tem mais a ver comigo e acho que fazendo o que a gente gosta, a gente se realiza. E faz bem feito!
As escolhas na vida são muito duras com nós mesmos. Estamos sempre decidindo por alguma coisa. “Cada escolha é uma renúncia.” E nem toda escolha é, por fim, a ideal. Mas precisamos disso, para seguir vivendo. Não podemos fazer tudo, nem temos tudo que queremos.
Quando comecei a escrever esse blog, quis fazer propaganda, afinal, ter opiniões é importante, pois são para os leitores que dedicamos nossos momentos de escrita. Mas, como tudo na vida, sei que não agrado a gregos e a troianos. Isso me intimida, às vezes. Até penso em desistir, mas seria muito fraca se decidisse por isso. Da mesma forma que não vou interessar a alguns, interessarei a muitos outros.
Li uma frase e achei super interessante. “É melhor viver o seu próprio destino de forma imperfeita do que viver a imitação da vida de outra pessoa com perfeição” (Bhagavad Gita – texto iogue indiano).
É assim que precisamos ser...NÓS MESMOS. Ainda que não seja o alguém que os outros esperam de você. Não adianta ser bom para o outro, se não for para si mesmo.
Se você escolher viver uma vida que não é sua, poderá mais na frente descobrir que perdeu tempo demais.
Não perca tempo, perdendo tempo.
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