quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O recomeço!!!

Há quem diga que um novo ano é o recomeço da vida, mas hoje, sei que há recomeços muito mais factuais que uma reflexão como essa. Há o recomeço da vida a partir de um transplante de orgãos.

Gostaria de agradecer pela oportunidade que a vida nos deu (a minha família). Por tudo que estamos passando e, principalmente, pelo que passaremos quando meu pai sair do hospital, de coração novo.

Tantas pessoas passam dias, semanas, meses, anos, esperando um órgão e meu pai foi abençoado em menos de uma semana. E está se recuperando tão bem, que eu realmente poderia dizer que ele RENASCEU. Mas junto a ele, nós (eu, minha mãe e minha irmã, além das pessoas que nos amam) também estamos renascendo. Acreditando mais ainda em tudo que é poderoso, vindo lá de cima, Dele.

Às vezes, tenho medo de falar sobre religião, porque não sei até onde tenho conhecimento sobre isso. Pelo contrário, sinto-me leiga até demais. Mas algo deve explicar todas essas coisas boas que estão nos acontecendo. E se isso for DIVINO, só tenho a agradecer mais uma vez.

Obrigada, meu Deus.
Obrigada mesmo!

Acreditem em renovações e façam por onde valer a pena!!!!!!!

domingo, 13 de dezembro de 2009

As minhas escolhas!


Quando tinha mais ou menos 11/12 anos, escolhi que queria ser arquiteta. Alimentei esse sonho por todos os anos seguintes no colégio. Fiz vestibular e passei! Mas não era arquitetura o que eu verdadeiramente queria e só vim descobrir isso muito tempo depois. Poderia dizer que perdi meu tempo, durante os anos em que estive cursando a federal, mas sei que não. Cada coisa que fazemos é um aprendizado, ainda que isso tenha conseqüências não exatamente iguais ao que desejamos.

Hoje eu estudo jornalismo, que foi outra escolhi que fiz. Desta vez, mais consciente, mais madura, mais certa de que isso tem a ver comigo. Posso mais na frente achar que não é tão assim quanto penso, mas HOJE, posso garantir que sou mais feliz assim. O curso tem mais a ver comigo e acho que fazendo o que a gente gosta, a gente se realiza. E faz bem feito!

As escolhas na vida são muito duras com nós mesmos. Estamos sempre decidindo por alguma coisa. “Cada escolha é uma renúncia.” E nem toda escolha é, por fim, a ideal. Mas precisamos disso, para seguir vivendo. Não podemos fazer tudo, nem temos tudo que queremos.

Quando comecei a escrever esse blog, quis fazer propaganda, afinal, ter opiniões é importante, pois são para os leitores que dedicamos nossos momentos de escrita. Mas, como tudo na vida, sei que não agrado a gregos e a troianos. Isso me intimida, às vezes. Até penso em desistir, mas seria muito fraca se decidisse por isso. Da mesma forma que não vou interessar a alguns, interessarei a muitos outros.

Li uma frase e achei super interessante. “É melhor viver o seu próprio destino de forma imperfeita do que viver a imitação da vida de outra pessoa com perfeição” (Bhagavad Gita – texto iogue indiano).

É assim que precisamos ser...NÓS MESMOS. Ainda que não seja o alguém que os outros esperam de você. Não adianta ser bom para o outro, se não for para si mesmo.

Se você escolher viver uma vida que não é sua, poderá mais na frente descobrir que perdeu tempo demais.

Não perca tempo, perdendo tempo.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quem tem saudades não está sozinho!!!

...tem o carinho da recordação!

Sobre esse assunto, sim, eu teria muitos capítulos para meu tão falado livro. Simplesmente porque boa parte das pessoas que eu amo estão longe de mim. A vida me levou para longe, para ficar perto de pessoas especiais, mas, ironicamente, é essa mesma distância que machuca.

Hoje tive uma conversa que anima meus sonhos, mas que me faz sentir impotente por não poder pegar o primeiro avião com destino à felicidade. É tão bom ouvir coisas gostosas, sadias, carinhosas.... palavras que nos enchem de emoção. Mas não poder concretizar a vontade de ter tudo isso é torturante.

Estou sempre falando sobre o AMOR e vivo dizendo que acredito que o meu grande amor não seja daqui. Sinto nos homens de fora (de outros estados e outros países) algo mais encantador. Eles são cavalheiros, sabem como conquistar uma mulher. Os nordestinos, em sua maioria, carregam o machismo. E, para mim, que sou bastante independente, esse tipo de relacionamento não vinga. Os amores de longe também decepcionam. Mas quem não se decepciona? Ou quem já não decepcionou? Como dizia Renato Russo: quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer, que não existe razão?

O fato de amar, por si só, já é sublime. O amor tem vários segmentos. E amor de homem e mulher é o que sinto falta. Mas o amor puro, que não sabe a força que tem. Daquele que a gente jura ser dele e de mais ninguém. Parafraseando Djavan.

Acho, também, que o amor é musical... a gente recorda momentos e pessoas a partir de canções. Aquela música que nos embala nas lembranças. Ah, que saudade!!

Como sinto falta, como me sinto impotente. Mas continuo acreditando.
E mais, todo mundo diz que o que é meu tá guardado... espero que não esteja, como eu já brinquei, ESCONDIDO.

Se for pra brincar de esconde-esconde, eu não quero mais brincar.

PERMITA QUE O AMOR INVADA SUA CASA, CORAÇÃO!

A liberdade.

Se pararmos pra pensar, encontraremos várias definições para o que chamamos de LIBERDADE. Hoje eu descobri uma forma de me sentir livre. Um fato que é corriqueiro para muitas pessoas e tão simples: andei de ônibus. E o que há nisso para me sentir livre? Então, todos os dias eu ando preocupada com o trânsito, com as vagas de estacionamento, com o preço do combustível, além da violência nos sinais.

Faz muito tempo que não ando de ônibus na minha cidade, mas sempre faço isso quando viajo a passeio. Acho uma boa forma de ver a cidade, sem estar preocupada com tudo que eu relacionei acima.

Aproveitei a oportunidade para vir lendo meu livro (comer, rezar, amar) e vim pensando em coisas que poderia escrever aqui. Estou cada vez mais me identificando com a historia e sinto que tirarei muito proveito dela para a minha vida. Essa é a forma que eu acho ideal para viver: aproveitar tudo que se vê, ouve e vivencia. A gente precisa juntar o útil ao agradável e acreditar que assim seremos pessoas melhores. Ser bom ou ruim é muito relativo. Continuo frisando que o que é para você, pode não ser para mim. Mas o mais importante é você ser bom para si mesmo, dessa forma terminará descobrindo as melhores formas de tratar as pessoas. Porque o bem SEMPRE vence!

Voltando à ideia da LIBERDADE. Ser livre é algo que todas as pessoas almejam. Seja em qualquer situação da vida. Seja livre de dívidas, livre de um amor que acabou e machucou, livre da cobrança dos pais, livre da faculdade, livre do trabalho - para tirar férias, livre de algo que o incomoda... e que sem isso, você é mais feliz.

Hoje eu fui feliz pelo simples fato de estar longe da pressão da responsabilidade de ser motorista numa cidade grande. Quem mora em São Paulo que o diga. Mas Recife, em proporção, não fica tão atrás disso.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Lucianna por Cínthia Carvalho.

O nome dela é Lucianna Valente. Mas bem que poderia se chamar Lucianna Polivalente. Filha de médicos, Lucianna aprendeu desde cedo a dar valor ao trabalho e aos estudos, o que a fez cursar arquitetura e jornalismo ao mesmo tempo. Além de manter as duas faculdades, sempre encontra tempo para sair para as baladas e viajar com a família. Já visitou Itália, França, Grécia, Espanha, Argentina e boa parte do Nordeste e Sudeste brasileiro. Já teve cabelos pretos e compridos – hoje são curtos e loiros. É dona de um sorriso incrível que contagia a todos – e preocupa a todos com sua ausência. Está sempre pronta para agradar as pessoas que ama, seja com palavras bonitas ditas em horas de conversa ou presentes comprados em noites inteiras no shopping. Como o nome diz, ela é uma mulher valente, guerreira e independente, que não mede esforços para fazer os outros felizes. Seu comportamento instável faz com que pareça orgulhosa demais, mas na verdade, ela está sempre querendo pôr em prática o que julga correto. Lu, como gosta de ser chamada, é areia demais para o caminhãozinho de muitos homens. Sua rotina sempre agitada, entre bares, boates e viagens, pode assustar os corações que sonham em tê-la como namorada. Já para conseguir a amizade dela é preciso ter – além de um coração enorme – uma paciência enorme. Isso porque Lu é temperamental e explosiva. É preciso muito cuidado ao falar as coisas: ela memoriza cada palavra e pode usar contra você um dia. Isso porque ela está sempre atenta aos detalhes – característica de uma boa arquiteta e jornalista. Se você conseguiu conquistar a confiança dela, prepare-se para momentos inesquecíveis. Ela te encherá de presentes e ligações a qualquer hora do dia para contar fofocas, conversar besteiras ou desabafar. Lucianna é madura e responsável, embora ainda não tenha abandonado os cadernos enfeitados e canetinhas coloridas.

Só sendo uma amiga de verdade pra me descrever tão bem!!

Um dia vou escrever um livro!!!

Poderia começa-lo agora, mas me faço muitas perguntas antes de tomar o primeiro passo. Quem leria meu livro? Qual seria meu público? Por que uma editora se interessaria por minhas historias? Sobre o que eu falaria? Isso seria interessante? Sim/Não, Por quê? Essas perguntas me trazem a ideia de que meus planos estão amadurecendo, mas que eu preciso fazer algo para torná-los reais. Há muito eu digo que um dia escreverei um livro e, a cada livro que leio e me identifico, acredito mais nisso. Nesse momento, comecei a ler "Comer, Rezar, Amar" (de Elizabeth Gilbert). O livro é uma auto-biografia e conta a busca de uma mulher por todas as coisas da vida na Itália, na India e na Indonésia. Não sei se ao começar a escrever, a escritora teve as mesmas dúvidas que eu. Mas, ao ler o livro dela, posso responder a algumas delas...simplesmente pelo fato de estar me identificando com ela e, também, por estar "viajando" junto. Gosto de livros que contam fatos reais. Livros que dizem algo que foi vivido. Não gosto de livros de ficção, eles dizem coisas a pessoas que vivem de imaginação. Não gosto das imaginações além da vida real. Ou é, ou não é. Posso parecer radical, mas o tempo é tão rápido, que eu não consigo acreditar que podemos perdê-lo lendo besteiras ou, mesmo, escrevendo besteiras (embora isso seja altamente flexível, pois o que é para mim, pode não ser pra você).

Um escritor tem que ser, no mínimo, vaidoso. Isso porque ele precisa acreditar no que está contando e achar que aquilo pode se tornar interessante a vista de outras pessoas. Acho que nesse ponto eu já estou chegando. Vivo minha vida muito intensamente, acho que não podemos passar despercebido nessa chance que Deus nos deu. Temos que fazer valer a pena cada atitude que tomamos. E por vivermos em sociedade, precisamos pensar nas consequências que nossos atos terão na vida das pessoas. Mas, apesar disso tudo, também acredito na ideia de que o tempo amadurece e, mais na frente, posso estar pensando igual ou ter mudado esses ideais de vida. Porém, por já estar com 25 anos e, repetindo: viver intensamente, sei que já tenho algumas páginas escritas de um livro.

Com o mundo da tecnologia, a internet, etc, é muito mais fácil se tornar um escritor, mesmo que seja amador, mesmo que ninguém vá pagar para ler seus textos, mesmo que isso não vire sucesso. Mas aqui há espaço para todo mundo e, nas minhas buscas pelas respostas das perguntas que fiz no começo desse texto, acredito que algo possa estar surgindo e que um sonho pode estar prestes a se concretizar.



O mais importante da vida é acreditar. Nossos pensamentos têm forças!

EU ACREDITO!